GloboNews destaca envolvimento de Josimar e Pastor Gil em esquema de desvio de emendas

Polícia

Os deputados federais Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL maranhense, foram destaque em uma reportagem divulgada pelo programa Conexão, da GloboNews, esta semana.

Os parlamentares, juntamente com Bosco Costa, do PL de Sergipe, tornaram-se réus em um processo após a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) acatar, de forma unânime, denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra os três os apontando como integrantes de um esquema criminoso de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

A reportagem (veja trecho no fim do texto) mostra um pouco da engrenagem acerca de como funcionava o esquema, desde a destinação das emendas até o processo de cobrança, que envolvia até ameaça de morte.

Josimar e Pastor Gil, nas poucas vezes que emitiram posicionamentos sobre o caso, negaram envolvimento.

A denúncia da PGR originou-se do resultado de um robusto inquérito elaborado pela Polícia Federal, que investigou os deputados.

A peça teve como ponto chave o município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís, em 2019, na gestão do então prefeito Eudes Sampaio.

Parte de recursos milionários de emendas enviadas para a cidade, segundo a PF e a Procuradoria, foi cobrada por Josimar e Pastor Gil como retorno aos mesmos em forma de propina.

A cobrança sob Eudes Sampaio, ainda segundo o que consta no inquérito e na denúncia, chegou a ser feita pelo empresário Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, executado com vários tiros no dia 14 de junho de 2024 em um dos seus postos de combustível situado na cidade de Zé Doca, terra administrada pela família de Maranhãozinho.

“A investigação da PF envolvendo os deputados do PL mostrou que o agiota também cobrava recursos públicos como forma de quitação de supostas dívidas. Em dezembro de 2019, mensagens de WhatsApp mostram que o agiota foi informado sobre três repasses de verbas do Ministério da Saúde para auxiliar o custeio de unidades municipais, totalizando R$ 6,6 milhões. Embora os recursos não se tratem formalmente de emendas parlamentares, os diálogos mostram que Josimar planejava as indicações para serem identificadas como suas. No fim de janeiro, cerca de um mês depois do empenho dos recursos pelo Ministério da Saúde, Pacovan relatou ao deputado, conforme as mensagens, que vinha tendo dificuldades para convencer a prefeitura de São José do Ribamar a lhe repassar parte dos recursos, que estariam sendo vinculados a “outro lobista”, identificado como Ebenezer”, informa um trecho de matéria de O Globo.

Eudes Sampaio, à época, não cedeu a chantagem e procurou a PF para denunciar o caso.

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