O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode desempenhar um papel crucial na política do Maranhão nos próximos anos, ao tentar pacificar a relação entre o governador Carlos Brandão (PSB) e o ministro do STF Flávio Dino. De acordo com publicações da Veja e Metrópoles, essa intervenção de Lula pode garantir a sobrevida política de Felipe Camarão (PT), vice-governador do estado, e permitir sua candidatura ao governo maranhense em 2026.
Embora a relação entre os grupos dinista e brandonista esteja desgastada, o presidente Lula se apresenta como a única figura capaz de unir as duas correntes. Em conversas passadas, Lula já havia sugerido que Brandão disputasse o Senado, demonstrando sua intenção de articular a união dos aliados no estado. Caso a reconciliação entre as lideranças ocorra, um acordo firmado em 2024 pode ser cumprido: Brandão deixaria o governo em abril de 2026 para disputar uma vaga na Câmara Alta, e Felipe Camarão assumiria o cargo de governador com a missão de buscar a reeleição.
O nome de Orleans Brandão, sobrinho do governador, surge como o provável vice de Camarão na chapa, fortalecendo ainda mais a aliança entre as duas famílias políticas. A outra vaga ao Senado seria disputada por nomes como Weverton Rocha, Fufuca e Eliziane Gama, completando o quadro de lideranças que podem consolidar uma base unida em torno da candidatura de Camarão.
Recentemente, Felipe Camarão teve uma rápida conversa com Lula no evento de comemoração dos 45 anos do PT, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, o presidente reiterou o desejo de manter a base política do Maranhão coesa. Essa união será fundamental para a candidatura de Camarão, que poderá contar com o apoio de Lula e de uma coalizão de forças locais, o que fortalece sua posição na disputa pelo governo em 2026.
Com Lula atuando como articulador, a política maranhense pode passar por uma nova reorganização, onde a união de forças políticas será essencial para garantir a estabilidade e o sucesso nas próximas eleições.